Reflexão em Essência Compartilhada

domingo, 4 de maio de 2008

Resposta

O peito ardia e uma coisa complicada de explicar porque não dói, mas também não alivia, pelo contrario aperta.
Precisava encontrar alguém pra dividir essa coisa que parecia estar se avolumando.
Por mais complicado que fosse procurar manter-se sóbrio, mas esta difícil, os lábios ressecam, os poros estavam estranhos, as mãos que inquietas se mostram agora húmidas. Os olhos que sempre serenos agora famintos piscam seguida vezes e se fixam no nada de vez em vez.
Na garganta o grito entala e faz um só nó que nem deixa engolir e também não sobe a boca para fugir de vez.
Mas não são apenas as mãos, boca, olhos que aflitos dessa forma se mostram porque se o peito quer explodir o sexo também pulsa e lateja querendo e querendo, mas também sem alternativa se contendo.
Esse é um ser que nem segurar os mais íntimos tremores pode mais, pois a qualquer momento explode todo esse universo ali assim contido e guardado.
A busca apesar de inquietante é muda.
Apesar de silenciosa não é surda
Apesar de imóvel não é estática.
E ali paralisado o ser aguarda que essa busca inquietante seja finalizada pelo outro que certamente trás consigo as mesmas sensações e desejos e assim juntos se responderão mutuamente, porque finalmente se bastarão nessa entrega total e profunda do ser das sensações de um ser no outro.
Troca.
Resposta esperada:
Re-ci pro-ci-da-de
BUM!
Catiaho Alcantara
Poesia e Parceria

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