Reflexão em Essência Compartilhada

sexta-feira, 5 de março de 2010

Intensamente Pro-vo-can-te Todos os textos em ordemem

Ele empurra porta
Ela também
Ele quer entrar
Ela não quer sair
Brincadeira que segue alimentando o que os move,
ate que pela força


Pro-vo-ca-ção 1

Não é a forma como se porta
ou se comporta.
Nem o modo como se veste
ou se despe,
nem mesmo as cores que usa
ou não.
Muito menos algo que tenha
alguma lógica ou
explicação.
É pura atitude
na verdade é uma
postura.
Ser pro-vo-can-te
não é algo que busque ou queira...
apenas É.
O sorriso convida
ao celebrar da
Vida,
É um contentamento que
inunda, exala,
reflete.
Pro- vo- ca
por ser livre,
por encantar
vivendo em devaneios.
Deixa que as palavras
soltas,
fluam
seduzam...
com o tom
rouco da voz,
a cor suave e o cheiro
da pele,
a textura dos pelos
aliados a suavidade do cabelos.
Mas só percebe
quem aceita a
pro-
vo-
ca-
ção...




Pro-vo-ca-ção 2

Telefone toca uma,
duas,três vezes...
larga o faz
e atende
ofegante.
Ouve respira agitada ,
responde com certa dificuldade.
Hunrumm ...sim estava com as
duas mãos ocupadas.
Sorri achando engraçado o que
acabara de dizer e ouvir.
Diga ,
Para!
Sei?
Ah ensina?
Pode.
Deixo.
Todo....
Posso?
Levo!
Quero,quer também?Gargalha gostosamente novamente.
Oh sim claro que sei que gosta de minhas gargalhadas.
Mas vou eu ou vem você?
Hummmm vamos os dois!
Ta bem sei onde é... em uma hora... menos...
Desliga o telefone pega caneta e anota algo e começa a por as coisas no lugar, pega a bolsa abre a gaveta pega algumas coisas que joga na sacola...
Isso e isso e isso.
Olha ao redor e ri sozinha um ar de felicidade e contentamento enche o ambiente, gosta desses momentos em que nada é previsível.
Olha o relógio, tem que dar tempo para um banho rápido, frio; quer estar alerta, tira as roupas e joga para alto e corre para o banheiro aos pulos, cantarola enquanto a água gelada cai sobre o corpo...
quente...
Veste algo confortável jeans e camiseta, derrama o perfume com certo êxtase...
Não espera nem mais um segundo, reconfere dentro da necesser, tudo certo, pega as chaves e o papel onde o endereço fora anotado, gira nos calcanhares, só volta a pensar quando já estaciona e entrega as chaves ao que lhe estende as mãos para guardar o carro.
Já no elevador não pensa; divaga...
Cada passo é um agitar da mente...
Não caminha flutua...
São poucos passos do elevador até a porta que tem o numero que esta no papel...
Já à porta antes de mais nada vê o aviso: entre sem bater.
O coração dispara.
E aceita a pro vo ca ção
Obedece sem hesitar...
(que acham? o texto deve continuar?)
Reflexo d’Alma entre sonhos e delírios


PRO-VO-CA-ÇÃO 3

Aceitando a Provocação
A porta entreaberta é um convite, pela fresta percebe que tudo se encontra na penumbra, depois de ter empurrado a porta ainda volta e confere o numero escrito na o papel com o que tem na por
ta, esta na porta certa.Desde o primeiro encontro fora assim, ambos se esmeravam em surpreender o outro, não por competição mas porque entendiam o quando a magia alimentava o desejo e acendia a paixão ao mesmo tempo que construía entre os dois uma ponte que na verdade não sabiam e nem queriam saber onde ia levá-los...só iam em frente.
Era sempre assim:chamados ao meio do dia e até mesmo da noite ou da madrugada...
Respira fundo, a respiração não é tranquila; entra de vez, fecha a porta e retira a chave, é algo que combinaram desde a primeira vez.
Logo que entra apesar da penumbra dentro percebe que o chão tem algo espalhado, presta atenção pra se acostumar com o ambiente e se encanta com pétalas de rosas espalhadas por todo espaço...caminha devagar, perfume esta espalhado agora, há também uma musica suave ...passa pelo corredor e depara com a lareira acesa...como pudera?
Como conseguira ?
Sorri externando uma alegria quase infantil.
Perto uma mesa baixa também com pétalas de rosas espalhadas, uma garrafa de vinho e 2 taças
algo coberto ainda sobre uma bandeja...o calor e as labaredas ja exercem seu poder sobre ela, a face ruborizada, as mãos um tanto trêmulas...ainda pensa em como era impossível uma lareira assim e acesa ali! Só agora da-se conta que ele não esta ali,não há barulho de água caindo não esta no banho...só agora lembra do que havia sido posto na bolsa..passa mão nos cabelos,não quer afastar-se da visão do fogo, ali mesmo tira os sapatos por um pouco, arranca o jeans com ânsia de quem quer livrar-se de algo incomodo, tira a camiseta, usava apenas 3 peças, agora de uma só, dobra as 2 que tirara , poe cuidadosamente ao lado, fora do caminho.
Pega a bolsa , tira os cigarros e o isqueiro , deixa ao alcance das mãos, tira outra coisa e poe em cima da mesa quase que automaticamente e ainda puxa do fundo apenas uma peça de seda que veste por cima , acerta na cintura , há um espelho próximo olha de relance e confirma o quanto o vermelho lhe cai bem e acentua a pela clara..deixa a bolsa ao lado da roupa tirada e se atira gostosamente nas almofadas postas bem em frente a lareira.
Sente sede,tem os os lábios ressecados que pedem algo para umedecê-los mas não consegue se desprender da chama que dança ali em uma coreografia única ...
o mundo parece ter parado conspirando a favor de mais esse mágico momento.
Deveria estar ansiosa mas não esta sabe deve apreciar cada instante ...acende o cigarro e saboreia até que termine so assim se dá por satisfeita e fecha os olhos nesse quase extase ouve ao longe a chave girar na porta...
instintivamente respira fundo deseja mais que nunca sentir seu perfume...inerte se mantém de olhos fechados...
(...)

PRO-VO CA-ÇÃO 4
Ao girar da chave...


Batidas em sequência a tira do devaneio que estava e murmura:
-Não é ele.
Se poe em alerta,senta tentando situar-se até que ouve:
- Serviço de quarto!
A voz do outro lado faz com que se ponha de pé num salto ;
raciocina e como quem foge literalmente sumindo dali se
enfia na primeira porta
entreaberta e já dentro encosta-se na porta ofegante para
se recuperar do susto.
Fecha os olhos buscando o acerto do compasso da respiração...
ainda de olhos fechados sente o aroma envolvente e vai abrindo
os olhos aos pouquinhos e tudo se mistura :
as nuances das velas que iluminam as bancadas
ao perfume suave ...
no chão ainda petálas espalhadas até a banheira que cheia ..
parece borbulhar a convidá-la...
Sorri encanta;tem vontade mas não ousaria sem ele,não dessa vez.
Caminha apoiada na parece avança um pouco e se posta de frente ao espelho,
sorri gostosamente de excitação e contentamento...a face
novamente afogueia..
Abre a torneira,oscila entre a quente e a fria ...brinca um pouco com as duas.
Mas precisa de fria pra aplacar o fogo do desejo que ja teima em tomar o controle...
juntando as mãos em concha, enche de agua fria e leva a face de uma só vez
porém com cuidado pois não quer desfazer a leve maquiagem antes de estar com ele,
sem contar que deixara a bolsa la fora ...
a agua fria de estalo a tras de volta ao que pode chamar de realidade ,
sem noção do tempo que passara volta à porta ...
encosta o ouvido na porta , tentativa de ter certeza se há barulho ou movimento...
não ouve nada
somente absoluto
silêncio...
de súbito
uma única batida
seguida de a voz que soa como música para seus ouvidos
- Sei que esta aí,pode escolher:sai você ou entro eu?
responde pra alimentar o mistério:
- Que prefere?
- Depende...trouxe o que ao telefone? Está aí com você?
-Não!!!Não?Como não?
- Sim!
Gargalha deliciosamente
- E não esta aqui comigo,mas sim eu trouxe ,
claro que trouxe!
Mas está ai fora perto da lareira...
Então começam
a brincar
Ele de empurrar
Ela de reter a porta até que...
assim pela fresta da porta
os olhos se encontram
e eternizam o momento
enquanto a decisão
já tomada
define
os próximos
momentos de
suas vidas... (...) será?

Catiaho/ Reflexo d' Alma
entre delírios e delírios

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