Reflexão em Essência Compartilhada

domingo, 25 de abril de 2010

Milagre da Eternidade em um Abraço



Mas o abraço era tão apertado, 
tão apertado
que os corpos eram quase mais que colados.
Poderia dizer que eram um só.
Isso pra quem ver pudesse,
se pudesse.
Na verdade eram mesmo dois corpos
por onde a energia vital passara de um
para o outro ,
a temperatura a mesma,
os suores um mais outro menos.
Tão próximos que um podia sentir o hálito 
do outro.
Dava a impressão que até o ar
passava de um para o outro.
Os pés tocavam-se  de leve.
As mãos apertadas sobre as costas
não era o que os mantinha unidos,
por isso tinham liberdade 
para percorrerem
um ao outro...
Sensações indefiníveis.
Silêncio  que toca enquanto se tocando
permanecem.
Segundos minutos ...
não importa, a eternidade é muito disse
de um tempo que não conta.
Mas as sensações não cessam
pelo contrário
Como que em cascatas,
Porque esse abraço assim tão eterno
não é nem sinal de calmaria ou monotonia
pelo contrário :
é parte de um ritual
 cumprindo a profecia que surgiu de um presságio
numa noite de lua cheia.
Pois no abraço tudo tem seu início, talvez até o final.
Posto que o início se dá no abraço eterno na vertical
e termina com  os corpos ainda abraçados
porém  na horizontal...
Inicio e fim 
ainda que por momentos ...
pra que tudo
re-
co-
me-
ce.
Catiaho Alcantara /Reflexo d'Alma

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