Reflexão em Essência Compartilhada

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Presságio






Esquadros

Adriana Calcanhotto

Composição: Adriana Calcanhoto
Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus...
Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome...
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...
Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...
Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...









































Presságio
É uma sede tão intensa .... que os lábios ressecam mesmo que a língua passe várias vezes na tentativa de humedecê-la um pouco. Interessante que não parece com sede, parece com desejo desses que não cessam mesmo que saciados. 
A mente gira rápido trazendo um carrossel de cores e multi sabores...os olhos piscam e a frente já não enxerga com clareza. Deseja ardentemente que seja um sonho e que logo acorde, tome um banho e todas essas sensações desapareçam e desçam pelo ralo enquanto água fria aplaca essa coisa que não é sede mas que resseca e incrível que não só por fora ...por dentro queima tanto quanto por fora...
Não sendo sonho devaneio é com, loucura e delírios incessantemente incontroláveis...pelo menos nesse momento a vida não faz sentido e o que importa de fato é o que faz o coração mais forte alem de bater acelerar...então a campainha toca...sente o fio da realidade puxar pra vida , de volta cena pega o copo com água sorve alguns goles, eleva a mão e derrama o restante sobre a cabeça , respira fundo , sacode a cabeça e vai atender a porta, quem sabe se o impossível não aconteçe e tudo isso era apenas presságio pra o que possa vir a acontecer dali em diante....
(quem sabe não continua?Que acham?)

Catiaho/Reflexo d'Alma

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