Reflexão em Essência Compartilhada

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Foi como embrulhar dois cocos e uma garrafa; difícil. Foi assim que todos se sentiram quando juntos resolveram passar as férias. Gênova, na Itália era o destino. Gilda, por uma razão que só a ela pertencia, tomou o namorado pela mão e numa gôndola, sumiu por entre ruas e vielas. Faziam, segundo ela, o reconhecimento do espaço conquistado. Aflitos todos correram à sua caça, mas antes que o dia findasse, para alegria dos apreensivos, lá estava o casal de volta ao ponto de partida. As horas seguiam os dias e novos acontecimentos deixavam o grupo de boca aberta. Um dormia demais enquanto outros bebiam em uma noite o que naturalmente não fariam em um mês. Mulheres colocavam a culpa das falhas na TPM e no estresse colocavam os homens. Eu, de fora do contexto, que via as águas separando os quarteirões através de imensos logradouros, nada falava, mas com tudo aprendia. Tive participação em alguns momentos, mas com nada de útil  colaborei. Vi pessoas querendo briga e apaziguar, poucas pretendiam. Senti vergonha de algumas palavras que falei e de outras eu enrubesci por ter ouvido.  No almoço  comi o que não gosto, mas também cozinhei o que a maioria não queria. Fui ao mar de águas salgadas adocicar meus olhos. Fui às areias douradas da praia, cama de todas as mulheres, confundir os meus respeitos. Tirei foto sentado no deck e nas pedras repousei olhando o céu. Pedi desculpas pelas coisas que não fiz, mas desculpei com o que pensaram que me atingiram. O mês passou como a chuva passa pelo vento. À casa eu retornei sozinho, mas das lembranças só a saudade me fez chorar. Com ela o desejo de fazer tudo de novo, mas sem a preocupação de não poder errar. Sem pensar que pecarei por excesso ou por falta. Com fé no grupo, paz e alegria.
silvioafonso.

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