Reflexão em Essência Compartilhada

sábado, 17 de maio de 2008

Mistura

Momento
O corpo estremece
Sente que hora chegou.
O momento da entrega se faz.
Não há luta, apenas o descanso da vigília.
Tanta angustia na teoria dessa espera absurda.
Então à hora da pratica chega e relaxa se entrega.
Nasceu apenas para usufruir desse encanto
O canto se faz como o da seria
E a mágica acontece tão sublimemente.
As estrelas cintilam
A lua reina soberana
E tudo, absolutamente se transforma
Em pleno desejo saciado

Catiaho Alcantara



Envolvente
Minha mente passeia
se entrega
Desvia

Sei que preciso resistir
Seguir
Indefinir

Mas o desejo me toma
guia
diz

Adoro sentir a vida
Sentir
Sorrir

Me deixo envolver
Discorrer
Dissolver

Catiaho Alcantara


Maciez
A pele macia pede o carinho a delicia do toque.
Há tanto o que sentir
Mas os corpos seguem distante
Os passos se distanciam vacilantes
Eu quero é sentir a vida
Sentir que o outro me ampara
A pele ainda clama
Reclama e pede.
Espera que em algum momento
Ao leve toque ou movimento
Tudo se faça carinho e juntos
Sigamos o mesmo caminho.
A mão um do outro seguremos
Sou carente,
talvez demente
Mas pronta pra seguir em frente
a pele macia espera
que chegue o momento sem igual.

Catiaho Alcantara



Ouvi
Ouvi chamar meu nome, aonde fui eu não
Mas que ousaram.
Me encanta ouvir me chamarem
Porque nunca ninguém se importou
Nem mesmo pra mim olhou.
E algo por vezes estranho,
Meu nome me lembra saudade
Me lembra que já em outra idade
Fui menos do que hoje sou.
Encanta saber que escuto
Meu nome por tantas bocas
Chamado por tantos ecos
Ouço com tanto gosto
Que alguém
Em algum lugar
Lembra de mim
Catiaho Alcantara



Quero
Quero escrever sem compromisso, sem pensar que alguém vai era.
Os escritos que nessa hora
Me ponho a escrever. Só quero me expressar
Dizer que ando cheia de tanto saber e tão pouco poder fazer.
Eu amo e não posso gritar
Desejo e não posso querer eu correr e não canso
Mas quero só escrever.
Falar do de poesia
De Vozes clama por mim
Viver com muita alegria
Da visa o dissabor.
Tem gente que julga o outro sem nem mesmo conhecer
E a há outros que se conhecem a tão pouco
Mas parecem sempre se conhecer
De encantos minha alma vive
De sonhos meu sono encher vou
Mas meus delírios constantes
Não conto, pois expresso e sinto calor
E vou assim escrevendo
Sem compromisso com ninguém
A Arte nunca fez pra ser julgada por outro alguém
Sou só uma poeta que existe
Pra descrever o calor
Que alma sente e suspira
Esses escritos tão loucos
Não quero parar de fazer,
Mas não tenho alternativa
Então me calo agora e silencio o coração
Mas com certeza na mente
Sigo essa meditação.

Catiaho Alcantara


Ponto final
Da uma ultima olhada naquele que deixe pra trás
Suspira e sai.
Talvez se arrependa, talvez sinta falta.
Mas nunca gostara de duvidas que não pudessem ser solucionadas.
Também não gosta de reticências, prefere um ponto de exclamação ou um ponto e vírgula, mas respeita mesmo um ponto final e de preferência seguido a um parágrafo.
Porque da à idéia de assunto encerrado.
Por isso suspira para que o ar pesado saia e entre o novo.
E junto tragam oxigênio para o celebro e assim as novas possibilidades.
Tem fascínio por recomeços.
Gosta de abrir embalagens por isso, sente o gosto de ver o novo.
Mas nunca se importou em seguir com a mesma historia,
Desde que os argumentos sejam validos,
Porque argumentos fervilham de possibilidades.
Nem interrogação, nem reticências
Mas pontos seguidos de parágrafos têm ar de esperança.
Por isso suspira, sai e seguem em frente sem olhar pra trás.

Catiaho Alcantara


Só refletindo....
Alguém especial pra mim disse uma vez que sou alguém que se acostuma fácil com as coisas.
Lembro que na hora não liguei,mas depois aquelas palavras começaram a me chicotear,primeiro aos pouquinhos de leve como um sussurro, depois mais forte , quando percebi estava quase sangrando de tanto que fora açoitada por essa verdade.
Esse alguém é a única pessoa que conheço que não mente pra mim, não me promete nada.
Alias nunca me prometeu absolutamente nada e nem por isso deixou de me amar e de fazer chorar.
Mas essa verdade foi responsável por um tipo de transformação que venho passando.
Porque enquanto estamos vivos estamos mudando.
Mas eu havia me acostumado com uma idéia de algo em permanência. Pensamos que amor é imutável, mas não é.
Pensamos que as pessoas estarão sempre conosco, mas não estarão um dia todos vão embora e vamos ficar sozinhos olhando o outro ir, talvez ate o levemos ate aporta, já fiz isso uma vez, levei meu alguém à porta e deixei que fosse...
Mas depois de tomar consciência dessa verdade de que eu “me acostumava fácil” me acomodava nas circunstâncias, passei a estar preparada para a partida do outro seja la quem esse outro seja, seja alguém da família, seja alguém que eu ame desesperadamente.
Estou sempre pronta a fazer minhas malas e ir.
Estou sempre pronta a sair gritando e gargalhando pela rua celebrando a mim mesma e a minha indepencia do outro ou dos outros.
Por vezes me sinto atormentada pela vontade da constância até dos sentimentos e dos quereres, mas não consigo mais estar acomodada, nunca mais., .quero sempre mais , mis cuidado, mais atenção e sei que ninguem pode me dar o quanto preciso ou na proporção que me dou.
Hoje não espero bato a porta antes que me deixem.
Não levo mais ninguém até a porta e também não dou chance pra que deixem.
Aprendi a absorver tudo de que preciso e assim quando a mudança do outro vier eu já terei mudado minha postura, minha condição.
Confesso que ainda tento aprender a fazer alguém que amo chorar por mim ou pelo menos dizer da minha importância, simplesmente não consigo.Me confesso incompetente, só que não sou incompetente.
Simplesmente sou impotente ao desamor, ao abandono dos que amo.
Queria saber deixar, mas não sei.
Quem sabe um dia eu aprendo.

Catiah Alcantara


"Sorriso...
Sorriso que desabrocha,que livre a essência volta.
Porque quem sorri sem dúvida viver se deixa
mesmo que no fundo a sombra paira.
Mas exercendo o direito profetiza a alegria
e sempre cheia de esperança.
Quem sorrir se deixa de novo ser criança.
Criança que sem defesa se entrega,
pois ainda sonhar é o que interessa.
E viver nunca é ter pressa.
"Catiaho Alcantara entre sonhos e delírios 16 de maio de 2008

Pesquisar este blog

Share |