Reflexão em Essência Compartilhada
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Pela Janela da Alma 2
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foto de meu acervo particular
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Chega na hora combinada , mas não há ninguém esperando... já havia se preparado para não esperar nada.
Ir ao lugar em que se encontra, faz parte de sua sina de tal forma que é como profecia apenas sendo cumprida.
Ainda que o encontro dos olhos não se dê, o encontro das almas já é fato consumado.
Mesmo que o físico não revele, em algum lugar acima das cabeças dos mortais que circularam por onde o espaço físico é ocupado, os dois já estarão em alma enlaçadamente juntos.
Esse tempo onde o relógio conta ou melhor, que marca tortuosamente as vinte quatro horas em tortuosos minutos e segundos... tic tac...
nesse universo das almas, ele não impera.
Por isso a estadia ali no espaço físico será como sempre foi em todas as vezes que lá estivera.
Mundo estranho esse, onde o seres passam uns pelos outros e não se olham, não se falam, nem se apercebem o quanto tudo é absolutamente finito.
Da última vez que ali estivera, antes da destruição o quadro era o mesmo:
as crianças brincavam ali daquele lado mesmo, perto do coreto, mas de novo fizeram um parquinho para brincarem e a esquerda uma academia laboral . Apesar de ser um outro tom e a geração ter avançado, as cascas são exatamente iguais: o menininho de azul com o nariz escorrendo usa igualmente a camisa pra limpar.
A meninha maior, sentada chora tentando dar ordens ao grupo que não obedece pois o tamanho não lhe garante domínio sobre os outros.
Até a avozinha na cadeira de rodas que faz croché parece a mesma, mas não é. E nenhum deles é, apenas são componentes dessa biosfera cotidiana que como que impressa se repete e repete. Algumas coisas estão diferente... é em verdade, toda praça tinha uma outra cor que já não lembra qual. Só que agora os tons são em verde, talvez pela esperança que renasceu depois da destruição, ficou bonito verde, mas em vários tons por toda parte. A praça que sempre fora bela, agora é belamente mais serena em tons de verde com lindos canteiros de flores do campo que ainda não tiveram tempo para florescer, mas visçosas logo somarão aos tons de verde o colorido, das hortências azuis , o branco das margaridas e o amarelo dos girassois!
Uma paz invade seu ser, olha pro livro que lê, ele quase cai como da outra vez que ali estivera, mas como em todo déjà vu, há tempo de reagir, assim rapidamente se equilibra e fechando o livro, olha para a criança que toma o sorvete e tem o rosto todo melado, sorri serenamente e fecha os olhos porque já sentiu que esta ali, bem perto, fisicamente ou não, isso de fato não importa; pois esse fechar de olhos é a comprovação que o encontro já se deu...
De olhos fechados, se real ou não, ouve a mesma voz que a faz estrecemer, que trás o arrepio e o frio na barriga há tantas eras:
- Você esta bem!
Não responde, apenas sorri e recebe a brisa que acaricia a face e faz balançar os cabelos.
- Que bom que esta bem! Que bom que veio! Vem comigo, vou mostrar como ficou tudo desde o depois do depois...
Não abre os olhos... mas ouve as palmas da criança como da outra vez.
Pois que em que plano seja o importante é que seja assim entregue deixa-se levar pela mão e apenas permite que aconteça... Catiaho Reflexo d' Alma a obra "Pela janela da Alma"
sábado 22 de janeiro de 011 03:50hs terminada as 09:10
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Meus versos perdidos
Puxo os versos da mente
mas eles não vem...
Estão presos em algum lugar
de minh'alma.
Meu desejo aprisionado não faz
minha carne tremer
Muito menos umedece meus lábios
seja qual deles venha a ser.
A vida passa diante
de meus olhos,
Mas não querem ver,
Nem sentir a saudade que me obriga
a saudade ceder
Meus versos estão
presos
A minha saudade, que
perdida
Está, em algum lugar
de mim
Quem sabe quando encontrá-los,
Meu desejo não retorne
e assim
Eu volte a
pulsar
.
.
.
Catiaho Reflexo d'Alma 31/-1/0110314
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Catiaho Reflexo d' Alma
sábado, 5 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Nunca pensei que essa seria musica de um dia meu...hoje é... e detesto isso como poeta
Composição: Fernando Anitelli
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
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