-head-content'/> Catiahô Reflexod'Alma : junho 2008

Reflexão em Essência Compartilhada

sábado, 21 de junho de 2008

Corro

De mãos e braços abertos eu corro,
Como se fosse quem sabe uma pipa de Deus,
Que pudesse arguer-se aos céus em alegria,
Como se Ele tivesse arrependido do que fazia,
Quando não deixou que voasse o Icaro.
De mãos e braços abertos meu corpo é de seda,
Meus ossos são gravetos.
É ha sim uma linha fina,
Uma linha finissima que me separa morte,
Que me prende a essa vida.
E quando quem sabe eu der sorte,
O vento me leva e hei de ser estrela,
No céu, dentre todas a mais desejada, a mais querida.
Diogo Viana

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Parceria e Poesia com Diogo Viana

Seres, não olhem meu rosto.
Quero arranhar a cara...
Morder a língua
que silenciosamente
se desfaz na boca.
Quero meus lábios secos
os pés descalços
quero a voz rouca.
Quero que a escrita eco
e que a voz cale
que a garganta arranhe
que a criança não olhe...
Nem fale.
Quero, desejo, faço,
Visto, sinto, alerto...
Quero capa que me cubra
quero olhar que interrogue
que não veja que não rogue nem peça.
Quero...
Quero que me olhem os olhos
o corpo todo decomposto
menos o coração e a mão
Não olhem meu rosto!!!
Diogo Viana

sábado, 7 de junho de 2008

Amanhecer em você...sonho realizado


Que riso é esse que esta preso,
Não se solta,
como se amarrado...
Que riso de felicidade plena...
Me condena a me entregar,
me inclina ate mesmo a lágrimas derramar
e chorar...
Que riso é esse?
Que me descreve como me vêem
Dizendo em poemas!!
Você, eu todos nós ....
é tudo isso amor..
Tem um pedaço de nuvem.
Um pedaço de azul de céu...
Tem um pedaço de terra porque é porto seguro..
Onde aportam os barcos, tem mar!!!
Tem esperança salpicada por toda parte
E o som suave de vida vibrante no ar
E o sonho já é realidade
Porque só brindamos com verdades
E nos dispomos a muitos sorrisos
Nos deixar viver
Encantados nos deixamos
Assim ao mundo perceber
Felicidade é em silencio ver
Um a um o sonho acontecer
Como um lindo e novo amanhecer
Encanto simples assim...
Diogo Viana e Catiaho Alcantara
Parceria e Poesia

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Horizonte possibilidades

Se o horizonte não existisse que faría eu?
Seria absurdamente estranho...
olhar e ter tudo absolutamente tudo ali diante dos olhos
Sem mistério,
Sem possibilidade de sonhar com...
Porque essa linha que esconde o imaginário,
O possível,
o desejável,
o imaginável,
o até ali na linha indecifrável.
Depois da linha a realidade.
Mas até ali só imaginação e esperança.
Por isso não posso imaginar...
a vida sem o horizonte ali esticado o tempo todo
Não posso...

não consigo...

não quero!

Talvez porque imaginar esteja em mim,
seja eu.
Preciso do horizonte pra viver um dia de cada vez
e aguardar o meu momento

de chegar

até
ele e
cruzar essa linha, esse ponto.
Mas talvez...
Só talvez...
E quem pode saber?
Talvez o que esteja além tambem queira ir além ........................
Quem sabe haja outros de mim tentando vir enquanto eu vou...
Quem pode saber?

Catiaho Alcantara e Diogo Viana
Parceria e Poesia

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Palavras ao ar

Rodopiando eu sigo
Sinto tudo girar
e sob meus pés bem ligeiro
Deixo meu sonho acabar
Ele durou tão pouco
Mas isso não faz diferença
Porque bem dentro de mim,
Mantenho viva minha crença.
Dormir, sonhar ou acordar
É tudo muito passageiro
Viver é muito mais que isso
Estou disposta a arcar
com o preço da solidão
Essa eu ja bem conheço.
Mas
Caminho e acerto meu passo
Insisto ,sigo na contra mão
Quero que o certo aconteça
Nunca sigo a regra da mesa
Faço meu próprio jogo
Ssei vou ganhar com certeza.
E saibam
Sei a hora exata de subir em cima de mesa!

Catiaho Alcantara 04 de junho de 2008 01.45

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