No dia que aquele vestido vermelho entrou na produtora, senti um calor no rosto, sabeaquele que se sente quando se deseja alguém na hora que vê?Pois é, não lembro bem o ano mas era algo em torno de 2000.Não lembro quem foi mas mandaram pra produdora porque era uma escola de arte queministravamos aulas dentre outras aulas de modelo e manequim.Peguei o vestido com o rosto pegando fogo fui pra meu quarto e vesti...foi feito pra mim,era largo para os ajustes nas alunas...ah como eu sonhei ali agarrada ao vestido vermelhoali no meu quarto dançando sozinha...Mas era um longo?Onde usaria um longo?Naquele momento decidi que deixaria que usassem no curso por pura necessidade,evitaria o maximo.E de fato assim que chegou uma modelo linda alta...morena da cor de jambo de nome Priscila o vestiu e vestindo nela e fazendo os acertos eu pensava:é agora não visto mais.Ela adorou o vestido queria comprar...vejam isso.Esperta e determinada que sou o guardei junto com minhas coisas mais secretas:conchas,pedrinhas,presentes , papeis de embalagens diversas(eu guardo tudo acreditem !)cartas,tels e o vestido se junto a tudo isso.Passou o tempo e de vez em quando eu vestia e sonhava com o dia ...em que ele cobriria minha pele.Nunca me senti comfortavel paravesti-lo, ja cheguei a entrar nele, mas meu instinto dizia não!ainda não!Sempre escuto o que ele me diz.Até que quando chegou a hora eu disse:é agora !Ele esta comigo pra isso!Todos olhavam e diziam :esta calma quanto a roupa, eu respondia com minha cara cinica:deixa comigo.E sexta dia 08 de fevereiro o tirei do meu lugar secreto:perfumado,macio e brilhando a minha espera.Senti aquele calor na face novamente , agora sei pode ser fascinio, desejo, tesão...desafio o termo não importa,mas sim o que senti.Tanto faz.O fato é que não mostrei a ninguém.Sexta fui ao cabelereiro,me ajeitei e todos se assustam porque sou imprevisivel.Até me levaram ao shopping pra ver se queria algo.Eu?Na minha, adoro suspense e ver todos loucos.Sabado a tarde passei eu mesma e plena levantei os braços e por cima deles deixei que ele escorregasse e caisse lentamente ...nem precisava olhar no espelho...Meu rosto ainda mais agogueado agora sustentava um sorriso que sempre nego no dia a dia.Por questões de praxe pus um lindo xale preto com lantejouras que meus filhos trouxeram da Arabia em 2006.Mas coloquei só porque fui obrigada(convenção), ahh queria as costas de fora...Sabe valeu a pena esperar tantos para ter essa sensação.E interessante que a linda morena que o vestiu, lembram?Minha nora que me perdoe,mas...Era namorada linda morena do filho que nesse dia visto exatamente o mesmo(namorou a morena por mais de dez anos e casou com a loira em exatos um ano)VESTIDO VERMELHO ai ai!Catiaho Alcantara 17.34 13 de fevereiro de 2007
Reflexão em Essência Compartilhada
sábado, 28 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Palavras Vivas....o Antes e o Agora...
Percebi tanta coisa relendo esse texto , antes só conhecia em em frases soltas e ja me era impactante , mas agora muito mais quando leio no Livro dos Prazeres de Clarice pg 12 :quem quiser por email o livro só dizer que envio.
(...)Ela respondeu que não tinha nada físico. Então ele
(...)Ela respondeu que não tinha nada físico. Então ele
disse: 
— Lóri, disse Ulisses, e de repente pareceu grave embora falasse tranqüilo, Lóri: uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.(...)
***
Não sei...ando mergulhada em mim mesmo objetivo de exercitar o meu ouvir....pode parecer estranho mas é algo extraordinário porque me permitindo ouvir com mais atenção, tenho notado que meus olhos tem descansado um pouco mais e também tenho me posto a ler como não faço a uns 5 anos.Por 18 anos li mas com objetivo técnico ,a área teatral exigia isso de mim que fazia com gosto. Depois passei a me atualizar na literatura geral, reli autores como Machado ,Bilac,Bandeira....
A 3 anos pude estar perto da obra de Clarice, Florbela,Baudelire,Tagore e agora Van Gogh ...
Mas nesse momento estou mergulhada ate a alma em Saramago, Clarice, Van Gogh, Dostoievski,Irving Wallace e em livros de autores amigos que me encantam com seus versos como Simmy com seu livro Poeta Irregular,Samue Balbinot como Livro das Flores e Su Angelote com Erotika .De fato é preciso Viver apesar da Vida tentar nos anestesiar ....mas só tentar porque enquanto entendermos que devemos Ouvir para Ver Melhor e Mais Longe...
Catiaho Alcantara

— Lóri, disse Ulisses, e de repente pareceu grave embora falasse tranqüilo, Lóri: uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.(...)
***
Não sei...ando mergulhada em mim mesmo objetivo de exercitar o meu ouvir....pode parecer estranho mas é algo extraordinário porque me permitindo ouvir com mais atenção, tenho notado que meus olhos tem descansado um pouco mais e também tenho me posto a ler como não faço a uns 5 anos.Por 18 anos li mas com objetivo técnico ,a área teatral exigia isso de mim que fazia com gosto. Depois passei a me atualizar na literatura geral, reli autores como Machado ,Bilac,Bandeira....
A 3 anos pude estar perto da obra de Clarice, Florbela,Baudelire,Tagore e agora Van Gogh ...
Mas nesse momento estou mergulhada ate a alma em Saramago, Clarice, Van Gogh, Dostoievski,Irving Wallace e em livros de autores amigos que me encantam com seus versos como Simmy com seu livro Poeta Irregular,Samue Balbinot como Livro das Flores e Su Angelote com Erotika .De fato é preciso Viver apesar da Vida tentar nos anestesiar ....mas só tentar porque enquanto entendermos que devemos Ouvir para Ver Melhor e Mais Longe...
Catiaho Alcantara
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Observando Van Gogh

Engraçado... Tenho andado carente de um afeto que de tão grande a carência dói. Mas é de um afeto que já tive, já senti, já percebi mas que tenho percebido dissipar-se, esvair-se como água entre os dedos ou fumaça que a mais leve brisa lê vá e não trás e volta.
Mas é uma carência que machuca tão fundo, remove lá no fundo do profundo do ser um lugar parecido com a descrição de Van Gogh das minas em que ele esteve um dia. Sinto-me assim como o profundo daquelas minas sombrias quanto aqueles.
mineiros que tem impresso na pele e nas feições a falta da luz que não tem como usufruir a não ser vez em vez quando folgam aos domingos
Sinto exatamente assim, como se mínimos momentos desse afeto fossem só o que tenho acesso e resto de um grande tempo. Se o fosse convergir em termo eu só diria frieza, descaso e afastamento do que entendo por luz de afeto.
Vejo Van Gogh ali tentando levar luz em palavras, dedicação em forma de tempo no desejo profundo de que a caminho do entendimento e do discernimento chegassem de alguma forma aqueles seres. Mas a única forma de retorno que o mestre então ali missionário recebe é o asco por ser otimista, é desprezo porque tem liberdade de ir e vir e aqueles serem amargos e limitados não percebem que pra ele estar ali é uma forma de doação de si mesmo compartilhado do mesmo ar rarefeito da mesma falta de luz real.
Van Gogh também usava um capacete que tinha apenas uma luz fraca para iluminar o caminho por onde passaria, mas se é apenas isso que os mineiros conseguem ver, enxergam exatamente só o que esta materializado ali exposto.
Não é isso de fato o que é a essência da vida, ele não precisa ver sob a orientação daquele ténue facho de luz porque deseja acender no ser humano o desejo de se deixar-se brilhar e rebrilhar, de ate mesmo permitir-se arder nas chamas de uma vida com objetivo maior do que deixar-se conduzir dia a dia ate morte, porque é um fato começava-se a morrer assim que se nasce.
Não importava que fossem simples pessoas, porque a despeito das funções que se exerce vida a dentro , pode-se deixar de ser até hu-mano,mas nunca deixa-se de ser uma pessoa exatamente como todas as outras.
Nasce-se só, vive-se com muitos, mas fatalmente morre-se só.
E nessa ânsia de fazer os outros enxergarem e que se apossassem que poderiam e deveriam exercitar brilhar.
Nessa ânsia hoje me assemelho a Van Goh que foi mal interpretado, posto de lado e simplesmente julgado um ser sem utilidade aos pobres mineiros que não viam a necessidade de brilhar, estava prontos pra nascer, viver e morrer seguindo apenas a luz artificial, fraca e fosca que lhes determinaram a usar.Na verdade penso que preferiam que ele repetisse palavras bíblicas sem ousar mostrar-lhes que não eram teoria, ao invez de repetir sermões como missionário ele vivenciava.
Mas Van Gogh não desistiu, antes foi retirado dali e dado com incapaz de ser um simples missionário.
Eu e poucos outros ao exemplo dele não desistimos, mas somos visível e notadamente sendo postos de lado... mas assim como ele mergulhou na luz da arte eu por minha parte,pois falo por mim ;mergulho hoje nas cartas que escreveu a seu ao irmão Théo e vou permitindo ser uma com seus campos de trigo, com seus girassóis que me trazem o brilho ofuscante do amarelo intenso que é quente e que me acorda pra minha própria realidade..não tenho irmão pra escrever mas tenho um amigo amigo de alma pra dividir tudo de bom ou e mal e tenho meus leitores pra compartilhar meus escritos.
Não façam como os mineiros que se negaram a ver a verdade que lhes era generosa lindamente exposta, não prefiram a escuridão porque na verdade na escuridão e nas sombras os seres escusos se escondem, notadamente quando há luz os seres reluzem e levam esperança com o brilho de seu viver.
"Não se pode esconder uma luminária em baixo de um móvel,o correto é deixa-la no alto para que a claridade se espalhe....
Mas é uma carência que machuca tão fundo, remove lá no fundo do profundo do ser um lugar parecido com a descrição de Van Gogh das minas em que ele esteve um dia. Sinto-me assim como o profundo daquelas minas sombrias quanto aqueles.
mineiros que tem impresso na pele e nas feições a falta da luz que não tem como usufruir a não ser vez em vez quando folgam aos domingos
Sinto exatamente assim, como se mínimos momentos desse afeto fossem só o que tenho acesso e resto de um grande tempo. Se o fosse convergir em termo eu só diria frieza, descaso e afastamento do que entendo por luz de afeto.
Vejo Van Gogh ali tentando levar luz em palavras, dedicação em forma de tempo no desejo profundo de que a caminho do entendimento e do discernimento chegassem de alguma forma aqueles seres. Mas a única forma de retorno que o mestre então ali missionário recebe é o asco por ser otimista, é desprezo porque tem liberdade de ir e vir e aqueles serem amargos e limitados não percebem que pra ele estar ali é uma forma de doação de si mesmo compartilhado do mesmo ar rarefeito da mesma falta de luz real.
Van Gogh também usava um capacete que tinha apenas uma luz fraca para iluminar o caminho por onde passaria, mas se é apenas isso que os mineiros conseguem ver, enxergam exatamente só o que esta materializado ali exposto.
Não é isso de fato o que é a essência da vida, ele não precisa ver sob a orientação daquele ténue facho de luz porque deseja acender no ser humano o desejo de se deixar-se brilhar e rebrilhar, de ate mesmo permitir-se arder nas chamas de uma vida com objetivo maior do que deixar-se conduzir dia a dia ate morte, porque é um fato começava-se a morrer assim que se nasce.
Não importava que fossem simples pessoas, porque a despeito das funções que se exerce vida a dentro , pode-se deixar de ser até hu-mano,mas nunca deixa-se de ser uma pessoa exatamente como todas as outras.
Nasce-se só, vive-se com muitos, mas fatalmente morre-se só.
E nessa ânsia de fazer os outros enxergarem e que se apossassem que poderiam e deveriam exercitar brilhar.
Nessa ânsia hoje me assemelho a Van Goh que foi mal interpretado, posto de lado e simplesmente julgado um ser sem utilidade aos pobres mineiros que não viam a necessidade de brilhar, estava prontos pra nascer, viver e morrer seguindo apenas a luz artificial, fraca e fosca que lhes determinaram a usar.Na verdade penso que preferiam que ele repetisse palavras bíblicas sem ousar mostrar-lhes que não eram teoria, ao invez de repetir sermões como missionário ele vivenciava.
Mas Van Gogh não desistiu, antes foi retirado dali e dado com incapaz de ser um simples missionário.
Eu e poucos outros ao exemplo dele não desistimos, mas somos visível e notadamente sendo postos de lado... mas assim como ele mergulhou na luz da arte eu por minha parte,pois falo por mim ;mergulho hoje nas cartas que escreveu a seu ao irmão Théo e vou permitindo ser uma com seus campos de trigo, com seus girassóis que me trazem o brilho ofuscante do amarelo intenso que é quente e que me acorda pra minha própria realidade..não tenho irmão pra escrever mas tenho um amigo amigo de alma pra dividir tudo de bom ou e mal e tenho meus leitores pra compartilhar meus escritos.
Não façam como os mineiros que se negaram a ver a verdade que lhes era generosa lindamente exposta, não prefiram a escuridão porque na verdade na escuridão e nas sombras os seres escusos se escondem, notadamente quando há luz os seres reluzem e levam esperança com o brilho de seu viver.
"Não se pode esconder uma luminária em baixo de um móvel,o correto é deixa-la no alto para que a claridade se espalhe....
http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&id=yV3b3IUMWnYC&dq=Van+Goh&printsec=frontcover&source=web&ots=SMr4hyHGix&sig=H2b6_Thc4R4EQn1wUz-askgxmP8&ei=a1mbSbLINNLjtgfd-pDXBA&sa=X&oi=book_result&resnum=3&ct=result#PPA10,M1
O relado que me refiro se encontra no livro Cartas a Théo pg 38
O relado que me refiro se encontra no livro Cartas a Théo pg 38
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Catiaho Alcantara/Reflexão entre Sonhos Delírios
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Ondas em essência

Sem nenhuma reserva ondas de algo impressionantemente bom percorre tudo atravessando a epiderme vai carne adentro ate o mais profundo das entranhas provocando sensações e sensações. Entrega completa , explicita e totalmente desprovida de qualquer coisa que não seja despertada.
Carrossel de múltiplas delícias que pela mente seguem como delírios incontidos sem limites. Essência derramada ao sabor de uma brisa que sem promessas certamente espalharará ate que evapore de tanto que se deixa onde quer que vá.
Delícias de um saber só permitido a quem se permite tamanha entrega aproveitando tom a tom oscilante das cores que se misturam,
se completam e permitem ...
Reflexo d Alma
Reflexo d Alma
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Vendaval de delícias

Em silêncio não demonstra o que do fato acontece por dentro, sim lá nas entranhas.
Por lá o sangue que ferve deixa a carne tremula, os batimentos que de tão acelerados chegam a mover os seios que marcam a blusa de alças finas, deixando visível a excitação em que se encontra.Pelo corpo um tipo de calafrio percorre de alto a baixo enquanto gotículas de suor fogem acima dos lábios que secos é mordido vez por outra na tentativa de dissuadir o pensamento que lhe rouba totalmente a razão, fecha os olhos em devaneio absoluto, tanto que sentada se contorce levemente de tato desejo.Por mais esforço que faça não pode mais conter-se.Nervosamente levanta , acende um cigarro absorve a fumaça com pressa, respira fundo, serve-se de uma dose gim, sacode a cabeça, olha para o cigarro, sorri gostosamente, apaga o cigarro amassando no cinzeiro de pedra, esfrega as mãos ainda mantém o sorriso de menina que esta prestes a cometer um desatino, dirige-se certo e reto ate onde ele se encontra sentado trabalhando absorto e desapercebido.Postando-se a sua frente toma de assalto o lugar do trabalho apossando-se daquela boca em um beijo que mais tem sabor de perdição e a cada instante mais intensamente o domina ate que perceba de vez que o que fato quer dele.Nesse misto de êxtase, hipnose e tato as roupas dela uma a uma vão sendo arrancadas e jogadas a ermo.Ainda sentado tem sobre o corpo dela que ávido se entrega ao mesmo tempo em que vasculha com a boca.As pernas fraquejam diante do desejo que urge, tomada nos braços entregue sem reserva levada para a cama onde apenas deseja explodir no êxtase máximo.Não tem voz, nem ação que não seja sentir e sentir ,entre sons que só os amantes entendem entre espasmos que só o prazer permite, falta pouco para o momento final... de súbito em fração de segundos são surpreendido por um barulho seco seguido pelo interfone insistente, isso antes da queda.Ainda tontos cegos tateando pelas ondas de desejo que os levou os ao vendaval de delicias não se importaram em não terem chego ao final, entre risos e exaustão cada um voltou a seus afazeres urgentes: ela ao banho para aplacar a fúria do corpo; ele atender o interfone de alguém que equivocado apertou no numero errado e depois? Depois entre gargalhadas consertarem juntos a cama que não resistira e cedera antes do momento final... depois de mais uma dose de gim a vida segue entre sonhos e delírios pois ambos já estão plenamente satisfeitos.
Catiaho Alcantara
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Ousada ou abusada mas nua
Parece tão louca não importa não ser inocente.
Não finge apenas de dá ao prazer de ser quem é...
Não me de palavras
muito menos pensa no depois.
No que tange sentimento não escolhe momento,
envolve-se, deixa-se embolar
apenas pela troca,
pelo gosto do desejo.
Ousada por não saber o que vem a ser preconceito,
abusada por deixar-se ver
de todas as formas,
a rua quando caminha parece ser só sua...
não liga a mínima
pro julgamento alheio.
Sorriso aberto,
mente em pleno e constante devaneio...
Olhando as estrelas sobre o brilho da lua
não importa deixar-se ver
assim
Ousada ... Abusada ?
Diante do mar só se importa
estar em
reverência livre ...
ainda que em pelo nua....
Reflexo d’Alma
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Refletindo sobre "Ser Solidão e Soletude""
Sabemos a diferença de Solidão pra Solitude?
Quem acostumou a ser só torna-se exigente quando recebe pelo caminho promessas de companhia pela viagem da vida adentro.No primeiro momento é algo que causa medo porque pode-se ser feliz em meio a própria solidão, porque não há de quem cobrar nada, nem a quem implorar migalhas de olhar, atenção, ‘ser só’ é uma responsabilidade sem tamanho porque a sobrevivência depende dessa independência.
Catiaho Alcantara
Quem acostumou a ser só torna-se exigente quando recebe pelo caminho promessas de companhia pela viagem da vida adentro.No primeiro momento é algo que causa medo porque pode-se ser feliz em meio a própria solidão, porque não há de quem cobrar nada, nem a quem implorar migalhas de olhar, atenção, ‘ser só’ é uma responsabilidade sem tamanho porque a sobrevivência depende dessa independência.
Catiaho Alcantara
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Meu Ensaio Sobre a Solidão
""Odeio quem me rouba a solidão sem, em troca, me oferecer, verdadeiramente companhia. "Nietz
Quem acostumou a ser só torna-se exigente quando recebe pelo caminho promessas de companhia pela viagem da vida adentro.No primeiro momento é algo que causa medo porque pode-se ser feliz em meio a propria solidão, porque não ha de quem cobrar nada, nem a quem implorar migalhas de olhar, atenção, ‘ser só’ é uma responsabilidade sem tamanho porque a sobrevivência depende dessa independência. Mas quando batem a porta e depositam a nossos pés promessas de presença, confiança, mutualidade, fidelidade e junto deixam também tantas certezas de que é pra sempre e idiotamente cremos que pra sempre nunca acaba.Essa crença nos faz abrir a guarda, cair de joelhos e prostrados crer piamente de que tudo é verdade, de que era isso que aguardávamos para não sermos mais ‘sós’.Dai antes que entrem de vez para nos fazerem a prometida companhia, entramos em nós mesmos e pegamos tudo de só nosso,tudo de nossa segurança, tudo que nos fazia bem sozinhos, tudo que nos protegeu por tanto tempo sem hesitar fazemos um trouxa bem grande e amarramos com nos cegos pra ter certeza de que não serão usados por mais ninguém ;isso quando não pegamos a velha mala com chaves e cadeados que trancamos e jogamos fora as chaves de vez;e colocamos onde o carro do lixo vai passar e antes que tudo mude ,antes que quem aguarda entre de vez , ficamos na janela da nossa vida aguardando o carro levar e ai então abrimos casa de nós mesmo enfeitamos com lindas flores de esperança, pomos uma linda mesa onde comeremos e bebermos juntos pela primeira vez e brindaremos ao sabor da esperança .Também arrumamos a cama porque o prazer também faz parte desse novo momento...então...ao renovados e esperança, tomamos o banho da coragem e vestidos para festa abrimos a porta da frente da nossa vida que é o nosso coração e já na entrada bailamos felizes nós e que nos promete companhia, nada pensamos a não ser: “Não somos mais sós”. Coitados de nós!Pois esse é um lindo caminho rumo à realidade que não quisemos lembrar: pois só é eterno enquanto dure. Porque já cedo na jornada descobrimos que não depende de nós a manutenção dessa eternidade, haverá momentos em que despidos que tudo que nos protegia vamos nos ver a mendigar um olhar, uma palavra, uma frase.Ate certo momento ainda teremos o que mendigamos,mas depois nem os gritos serão mais ouvidos, nem os gestos entendidos e vamos perceber que trocamos nossa solidão segura por uma companhia rota,ocasional e que a eternidade dela esta ligado a nossa não necessidade, porque temos de tudo enquanto não precisamos,temos ate o que não pedimos,mas nos momentos vitais nada é resposta que temos, o vácuo, o silencio e a dura ausência.Até esse momento estamos tomados pelo sentimento do” nosso” tudo que fazemos não é mais “por nós” e sim pelo” outro” e então começamos a perceber que agora somos multiplicados por dois, pois o outro se acomoda e se aquieta, mas também percebemos que antes se antes éramos um agora somos meio e assim subtraídos pelo outro de tal forma que desfocados a visão de nosso próprio foco, sem sentir abrimos mãos de nossos sonhos, nossos desejos, na verdade desejamos que o outro fizesse por nós como fazemos por ele... e então temos de volta amigos já expulsos de nós quando éramos sós mais as duvidas que nunca tivemos, as incertezas que sempre tememos nos assolam som porque duvidas e incertezas são duas coisas distintas. Subitamente vemos claramente que isso não acontece o outro que se basta de nós e passa a tirar de nós pra dar pra “outros” .Então a frase do sábio que criou Zaratustra faz total sentido “Odeio quem me rouba a solidão sem, em troca, me oferecer, verdadeiramente companhia.".Desesperados então olhamos pela janela, mas tudo de nosso já foi pro lixo há tempos, ainda tentamos crer que estamos enganados, mas os fatos do vazio em nós é real e cruel... nada fizemos mais por nós, nada temos mais de novo ou de nosso pessoal... então após muitas noites em claro, muitos dias no escuro, calçamos nossa velha bota de lida,vestimos nossa roupa de batalha o velho jeans , pegamos a pá da coragem e seguimos rumo a deposito de lixo em busca da nossa velha e boa amiga solidão.Se vamos encontrar não abemos,mas vamos ficar no meio do lixo até encontrarmos o nosso tesouro ou seja nós mesmos. Catiaho Alcantara 17 de outubro de 2008 12.00
Quem acostumou a ser só torna-se exigente quando recebe pelo caminho promessas de companhia pela viagem da vida adentro.No primeiro momento é algo que causa medo porque pode-se ser feliz em meio a propria solidão, porque não ha de quem cobrar nada, nem a quem implorar migalhas de olhar, atenção, ‘ser só’ é uma responsabilidade sem tamanho porque a sobrevivência depende dessa independência. Mas quando batem a porta e depositam a nossos pés promessas de presença, confiança, mutualidade, fidelidade e junto deixam também tantas certezas de que é pra sempre e idiotamente cremos que pra sempre nunca acaba.Essa crença nos faz abrir a guarda, cair de joelhos e prostrados crer piamente de que tudo é verdade, de que era isso que aguardávamos para não sermos mais ‘sós’.Dai antes que entrem de vez para nos fazerem a prometida companhia, entramos em nós mesmos e pegamos tudo de só nosso,tudo de nossa segurança, tudo que nos fazia bem sozinhos, tudo que nos protegeu por tanto tempo sem hesitar fazemos um trouxa bem grande e amarramos com nos cegos pra ter certeza de que não serão usados por mais ninguém ;isso quando não pegamos a velha mala com chaves e cadeados que trancamos e jogamos fora as chaves de vez;e colocamos onde o carro do lixo vai passar e antes que tudo mude ,antes que quem aguarda entre de vez , ficamos na janela da nossa vida aguardando o carro levar e ai então abrimos casa de nós mesmo enfeitamos com lindas flores de esperança, pomos uma linda mesa onde comeremos e bebermos juntos pela primeira vez e brindaremos ao sabor da esperança .Também arrumamos a cama porque o prazer também faz parte desse novo momento...então...ao renovados e esperança, tomamos o banho da coragem e vestidos para festa abrimos a porta da frente da nossa vida que é o nosso coração e já na entrada bailamos felizes nós e que nos promete companhia, nada pensamos a não ser: “Não somos mais sós”. Coitados de nós!Pois esse é um lindo caminho rumo à realidade que não quisemos lembrar: pois só é eterno enquanto dure. Porque já cedo na jornada descobrimos que não depende de nós a manutenção dessa eternidade, haverá momentos em que despidos que tudo que nos protegia vamos nos ver a mendigar um olhar, uma palavra, uma frase.Ate certo momento ainda teremos o que mendigamos,mas depois nem os gritos serão mais ouvidos, nem os gestos entendidos e vamos perceber que trocamos nossa solidão segura por uma companhia rota,ocasional e que a eternidade dela esta ligado a nossa não necessidade, porque temos de tudo enquanto não precisamos,temos ate o que não pedimos,mas nos momentos vitais nada é resposta que temos, o vácuo, o silencio e a dura ausência.Até esse momento estamos tomados pelo sentimento do” nosso” tudo que fazemos não é mais “por nós” e sim pelo” outro” e então começamos a perceber que agora somos multiplicados por dois, pois o outro se acomoda e se aquieta, mas também percebemos que antes se antes éramos um agora somos meio e assim subtraídos pelo outro de tal forma que desfocados a visão de nosso próprio foco, sem sentir abrimos mãos de nossos sonhos, nossos desejos, na verdade desejamos que o outro fizesse por nós como fazemos por ele... e então temos de volta amigos já expulsos de nós quando éramos sós mais as duvidas que nunca tivemos, as incertezas que sempre tememos nos assolam som porque duvidas e incertezas são duas coisas distintas. Subitamente vemos claramente que isso não acontece o outro que se basta de nós e passa a tirar de nós pra dar pra “outros” .Então a frase do sábio que criou Zaratustra faz total sentido “Odeio quem me rouba a solidão sem, em troca, me oferecer, verdadeiramente companhia.".Desesperados então olhamos pela janela, mas tudo de nosso já foi pro lixo há tempos, ainda tentamos crer que estamos enganados, mas os fatos do vazio em nós é real e cruel... nada fizemos mais por nós, nada temos mais de novo ou de nosso pessoal... então após muitas noites em claro, muitos dias no escuro, calçamos nossa velha bota de lida,vestimos nossa roupa de batalha o velho jeans , pegamos a pá da coragem e seguimos rumo a deposito de lixo em busca da nossa velha e boa amiga solidão.Se vamos encontrar não abemos,mas vamos ficar no meio do lixo até encontrarmos o nosso tesouro ou seja nós mesmos. Catiaho Alcantara 17 de outubro de 2008 12.00
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Simples assim...
Meu amor não me é um
que vive pra ser carregado,
arrastado de um lado para o outro.
Pelo contrário.
Meu amor caminha abrindo espaço peito aberto.
Ele não se faz de peso...
nem me faz refém...
Meu amor é bandeira presa
no alto do barco da vida
como força de encanto
que me leva
me conduz...
Meu amor é liberdade,
minha voz de verdade.
Ele é tudo isso ,
... simples como agua de beber
assim
simples nada mais.
Reflexo d´Alma
que vive pra ser carregado,
arrastado de um lado para o outro.
Pelo contrário.
Meu amor caminha abrindo espaço peito aberto.
Ele não se faz de peso...
nem me faz refém...
Meu amor é bandeira presa
no alto do barco da vida
como força de encanto
que me leva
me conduz...
Meu amor é liberdade,
minha voz de verdade.
Ele é tudo isso ,
... simples como agua de beber
assim
simples nada mais.
Reflexo d´Alma
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ATITUDE RIMA COM POSTURA
Nesse momento sou alguém que se encontra em um impasse:razão ou emoção? Esse dilema me aflige porque sempre soube viver entre os dois,mas estou em um momento onde não quero acordos,nem tratados,nem meio termo;quero respeito ao meu ponto de vista.Seja da família ,seja do parceiro de criação e amigo de alma ou dos poucos próximos amigos. Respeito hoje é algo indiscutível e inegociável para minha sobrevivência pessoal e para sobrevivência de minha escrita. Respeito em todo seu amplo sentido. Porque ATITUDE pra Catiaho rima com POSTURA
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Catiaho Alcantara sonhos delírios /Argumento
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Refletindo sobre o termo "Fio Solto"
Caminhar na contra mão da multidão é algo que apesar de perigoso me atrai,me fascina,me impulsiona ...Reflexo d' Alma
Fio Solto
Mente desassossegada de conceitos é fio desencapado solto ao léu.
Não ao leu de largado, sem rumo sem compromisso com regras.
Assim é mente que livre sobrevive alimentando outros pelo simples fato de livre ser fio solto distribuindo energia a quem pelo caminho cruza.
Só é fio solto quem nasceu pra exercer plena liberdade.
Sem dar satisfação de si seja lá pra quem quer que seja...
E assim seguir entre muitos sonhos e deliciosos delírios sempre....
Catiaho Alcantara
Fio Solto
Mente desassossegada de conceitos é fio desencapado solto ao léu.
Não ao leu de largado, sem rumo sem compromisso com regras.
Assim é mente que livre sobrevive alimentando outros pelo simples fato de livre ser fio solto distribuindo energia a quem pelo caminho cruza.
Só é fio solto quem nasceu pra exercer plena liberdade.
Sem dar satisfação de si seja lá pra quem quer que seja...
E assim seguir entre muitos sonhos e deliciosos delírios sempre....
Catiaho Alcantara
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Refletindo sobre o céu e o tempo...
Um novo amigo me disse hoje em retorno em nosso dialogo: Não sei quem escreveu estes versos citados de memória:
"Quem te dá um relógio,
Esta cobra que te enlaça o pulso,
Te rouba um pedaço da Eternidade.
(Mais tarde ele me disse: O texto está numa antologia publicada nos anos 90 chamada Caixa de Prismas)
Simples céu a Observar
O céu que de azul se torna cinza revela as estrelas que agitadas já cintilam, de posse do observar não há como perceber que o tempo passou... A lua chega soberana em seu convite ao amor de todos que dispostos se entregam. Não importa onde: se na areia, nos carros, em quartos legais ou em camas onde quem se entrega ao amor se torna com certeza rainha e rei.
E nessa magia infinita o tempo não espaço, as delícias não são contidas e a imaginação se solta de vez...
Nesse observar o céu é o universo que como num mapa, onde as marcas nada pode apagar.
Assim o azul que já tornou cinza, fica prata e depois torna a, bem lentamente, clarear... são os raios do novo dia que não se detém e deixa-se pelos raios banhar assim anunciando nesse encanto. O que conta não é relógio que marca, mas sim o quanto é belo o simples céu "observar".
Reflexo d´Alma
"Quem te dá um relógio,
Esta cobra que te enlaça o pulso,
Te rouba um pedaço da Eternidade.
(Mais tarde ele me disse: O texto está numa antologia publicada nos anos 90 chamada Caixa de Prismas)
Simples céu a Observar
O céu que de azul se torna cinza revela as estrelas que agitadas já cintilam, de posse do observar não há como perceber que o tempo passou... A lua chega soberana em seu convite ao amor de todos que dispostos se entregam. Não importa onde: se na areia, nos carros, em quartos legais ou em camas onde quem se entrega ao amor se torna com certeza rainha e rei.
E nessa magia infinita o tempo não espaço, as delícias não são contidas e a imaginação se solta de vez...
Nesse observar o céu é o universo que como num mapa, onde as marcas nada pode apagar.
Assim o azul que já tornou cinza, fica prata e depois torna a, bem lentamente, clarear... são os raios do novo dia que não se detém e deixa-se pelos raios banhar assim anunciando nesse encanto. O que conta não é relógio que marca, mas sim o quanto é belo o simples céu "observar".
Reflexo d´Alma
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Refletindo sobre o mar...
Pousam levemente suas mãos sobrea minha mão inesperada,e ja não são mãossão borboletasque se cruzam em pleno voo.POetA EtRnO
Hoje deitada na areia contempla mais bela tela de que s e lembra ter visto... céu azul,nenhuma nuvem,muita claridade tinha vontade de mergulhar não no imenso mar também ali a sua frente,mas sim nesse profundo azul.
Era uma tela pós moderna em um formato que dava ideia de extensão porque em baixo o mar, depois a linha do horizonte que se estendia céu acima infinitamente...
Deitada ali apenas corpo direito na areia sentia-se confortável, mãos apoiando a cabeça.
Sentia que a vida é um lindo poema de amor, uma linda tela impressionista pela luminosidade, pequenos toques de surrealismo que dão o encanto...
Areia, corpo, mar, horizonte e céu a combinação perfeita pra viver celebrando e guardando sonhos de momentos ainda possíveis de serem vividos entre sonhos e delírios plenos.
Reflexo ´Alma
Hoje deitada na areia contempla mais bela tela de que s e lembra ter visto... céu azul,nenhuma nuvem,muita claridade tinha vontade de mergulhar não no imenso mar também ali a sua frente,mas sim nesse profundo azul.
Era uma tela pós moderna em um formato que dava ideia de extensão porque em baixo o mar, depois a linha do horizonte que se estendia céu acima infinitamente...
Deitada ali apenas corpo direito na areia sentia-se confortável, mãos apoiando a cabeça.
Sentia que a vida é um lindo poema de amor, uma linda tela impressionista pela luminosidade, pequenos toques de surrealismo que dão o encanto...
Areia, corpo, mar, horizonte e céu a combinação perfeita pra viver celebrando e guardando sonhos de momentos ainda possíveis de serem vividos entre sonhos e delírios plenos.
Reflexo ´Alma
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